quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Lute contra o aumento do preço da passagem de ônibus!

Passado o ano eleitoral, prefeitos de todas as cidades pagam aqueles que financiaram suas campanhas. Em 2009 não será diferente, Fogaça (PMDB), assim como fez o PT (que governou POA por 16 anos), irá aumentar o preço das passagens. Novamente serão trabalhadores e estudantes que pagarão mais caro, enquanto patrões lucram com o preço da passagem mais alto e o salário dos funcionários mais baixos.
Este ataque ocorre justamente quando o capitalismo sofre uma de suas piores crises. Todos os dias mais e mais trabalhadores estão sendo demitidos de grandes empresas (GM, Vale) com a justificativa de queda na produção e venda.
Apesar do socorro bilionário por parte dos governos do mundo inteiro, que injetam quantias astronômicas em bancos e empresas falidas, os patrões jogam a crise nas costas dos trabalhadores. O Estado e a patronal estão juntos contra os trabalhadores.
A única saída dos trabalhadores é a luta direta (como a greve dos trabalhadores da Ulbra). Nossa classe precisa voltar a se organizar e mobilizar, contra os patrões, os governos e o capitalismo. A luta contra o aumento da passagem deve contar com todos os trabalhadores. A direção do nosso sindicato (SINTTEL-RS) deixa os trabalhadores a mercê desses ataques sem mover uma palha para construir a mobilização e defender nossos interesses.

O reajuste salarial e o aumento dos preços!

Quando a empresa apresentou sua “proposta” de reajuste salarial de 7,28%, dissemos NÃO e reivindicamos um reajuste de acordo com a inflação. Levantamos essa bandeira, pois somente assim é possível manter o nível de vida dos trabalhadores.
Com a crise capitalista mundial, patrões e governos não param de atacar os trabalhadores. O governo Lula, por exemplo, que nada faz para evitar as milhares de demissões e está garantindo pacotes de ajuda a empresas e bancos com dívidas, enquanto apressa a aprovação das contra-reformas que retiram direitos dos trabalhadores. A realidade é que o aumento dos preços de alimentos, da moradia, e dos transportes, fazem com que diminua o nosso poder de compra, caindo, ainda mais, a qualidade de vida de quem trabalha. O “reajuste” dado pela Atento, representará na verdade um salário menor que o anterior, pois a inflação e a alta dos preços superam os 7,28%.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Oposição na luta contra o aumento da passagem

Todo início de ano os empresários do transporte público pedem um aumento das tarifas de ônibus e a prefeitura aumenta. Como também já é tradição, os trabalhadores, a juventude e o povo pobre organizam a luta para barrar este ataque contra nossa classe. A Oposição Chamando à Luta esteve presente no ato contra o aumento da passagem, que ocorreu dia 21 de janeiro, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. A coluna da Oposição contou com expressivo número de teleoperadores de 3 empresas de call centers e denunciou a tentativa da prefeitura de Fogaça em passar mais este custo para a classe trabalhadora. O cipeiro Pablo interviu em nome da Oposição denunciando também o PT, que administrou a cidade por 16 anos e, em harmonia com os empresários, sempre aumentou a tarifa dos transportes. Durante sua intervenção, foi lembrado as migalhas oferecidas pela patronal das empresas de call centers aos teleoperadores como reajuste salarial. Como a Oposição já alertava, os reajustes não repõem sequer a inflação e não dão conta do aumento do custo de vida. Foi apresentado a saída para a crise capitalista mundial e também para derrotar o aumento das passagens: organização de base, luta e mobilização, que tenha como fim a revolução socialista e o poder dos trabalhadores!
A direção do Sinttel/RS, como já é de costume, nem tomou conhecimento desta luta.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Yeda decide comprar um novo jato...

A govenadora Yeda Crusius anunciou no último dia 14 de Janeiro que, por insistência do presidente Lula, vai comprar uma nova aeronave. A troca é motivada pela necessidade de maior autonomia e segurança nos vôos dela e de secretários. O modelo pretendido é um jato intercontinental, com capacidade de 16 a 20 passageiros, que pode custar entre 8 milhões e 26 milhões de dólares. Um grupo de trabalho chefiado pela Casa Militar vai estruturar a licitação. O governo tem um avião King Air, comprado há 12 anos, para seis passageiros e autonomia para quatro horas de vôo. E dois helicópteros, o Esquilo e o Beel. Este último custou no ano passado R$1,7milhão em manutenção.
A notícia é no mínimo constrangedora, devido a crise mundial que estamos atravessando e que já mostra impacto na economia gaúcha, pior ainda, o Orçamento do Estado não prevê gasto com aeronave e o valor da mesma ultrapassa, por exemplo, o montante previsto para investimentos na área de segurança pública em 2009, pasmem. Este é o novo jeito de governar, que diz que não tem dinheiro para aumentar o salário do funcionalismo público, para investir em saúde e educação e pretende pagar um valor absurdo por um avião, quando deveria adotar medidas para aliviar os efeitos da crise.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Conjuntura mundial demonstra descontentamento dos trabalhadores e do povo pobre

Operários norte-americanos ocupam fábrica em Chicago

No dia 5 de dezembro de 2008 os operários da Republic Windows Factory (fábrica de janelas), de Chigaco, nos EUA, ocuparam as instalações da fábrica onde trabalham. Após receberem a notícia da patronal de que a fábrica encerraria suas atividades no mesmo dia 5, os trabalhadores resolveram se organizar para lutar contra as demissões e o não pagamento dos direitos trabalhistas. A crise capitalista mundial está obrigando centenas de milhares de fábricas e empresas a seguir o mesmo caminho e, logo no coração do capitalismo, os operários resgatam métodos de luta que há anos não eram utilizados – como as ocupações.

Estes operários norte-americanos demonstram quais os métodos de luta os trabalhadores devem utilizar para enfrentar a crise capitalista e evitar que os custos de mais esta catástrofe econômica seja passada à classe trabalhadora. É fundamental propagandear esta ocupação aos demais trabalhadores para mostrar com quais armas e métodos devemos lutar contra a patronal. A burguesia não entende a linguagem do diálogo. Ela só escuta nossas reivindicações quando ocupamos, paralisamos e fazemos greve.

Greve geral na Grécia

Há alguns dias a Grécia é protagonista de grandes mobilizações dos trabalhadores e do povo explorado. O país, atingido pela crise capitalista mundial, passava por uma crise política governamental. O ponto mais alto desta luta se deu quando um policial matou uma manifestante de 15 anos. Os protestos, até então restritos a juventude, se espalharam para os demais setores da sociedade – em especial os sindicatos e os setores organizados da classe trabalhadora.

O resultado disto foi uma greve geral que atingiu o país no dia 10 de dezembro de 2008, parando colégios, universidades, bancos, comércio, etc. Contudo, os métodos de luta ainda precisam avançar e, assim como no Brasil, ainda são reféns do espontaneísmo. Falta ainda organização e consciência, para que estas mobilizações tenham um programa e um fim precisos. É fundamental estudar estes processos de luta para corrigir seus eventuais erros e corrigi-los, afim de tirar as lições fundamentais para criarmos movimentos revolucionários coerentes que utilizem seu potencial de luta contra os governos burgueses e o próprio capitalismo.